Nova Casa, Velhos Hábitos

3 de Março de 2010

Estou cogitando em entrar em uma nova casa. Depois de mais de 5 anos usando o blogspot, aparece alguns defeitos no sistema dele com que fez apagar alguns dos meus posts. Talvez depois do Oscar ou de um dia mais interessante e que não esteja com muita raiva dos problemas, entrarei de vez aqui.

Abraços a todos

Corrida ao Oscar 2010 – O Mensageiro e The Hurt Locker

2 de Março de 2010

O Mensageiro – Drama independente que mostra a difícil tarefa dos soldados que portam as más noticias de falecimento para as famílias. Estrelado por Bem Foster, Woody Harrelson, Samantha Morton e Jena Malone. Escrito e dirigido por Oren Moverman, o filme tem duas indicações ao Oscar (Ator Coadjuvante e Roteiro Original). Dos filmes que falam sobre as conseqüências da guerra na vida de muitos, O Mensageiro consegue ser um dos mais sinceros e emocionantes mesmo com uma direção até que padrão e sem ousadia. As indicações como Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante são merecidas já que tanto Harrelson e esse roteiro fazem por merecer. É bom ficar de olho já que o roteiro ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlin do ano passado como Melhor Roteiro. É bom ficar de olho.

The Hurt Locker – A guerra é uma droga. E para suprir esse vicio, tranca a emoção e que a adrenalina se transforma combustível de sua vida. Parece que essas palavras são seguidas a risca pelo Sargento Will James (Jeremy Renner, indicado ao Oscar de Melhor Ator) no Iraque fazendo o trabalho ingrato de desarmar bombas. O filme, junto com Avatar, é o que tem mais indicações ao Oscar desse ano, nove ao total. Sendo que os únicos que merecem um grande destaque são com certeza de Melhor Direção para Kathryn Bigelow no qual sabe conduzir impecavelmente o elemento da tensão as alturas e os prêmios técnicos.

Os dois filmes apesar das semelhanças em desenvolver o desequilíbrio emocional em soldados em decorrentes a guerra do Iraque, O Mensageiro consegue ser mais interessante por trabalhar o lado humano de uma maneira mais intensa enquanto The Hurt Locker tem o fator tensão ao seu lado, mas pouca relação dramática entre os personagens e o publico que assiste, assim vendo por muitas vezes um filme forte na parte técnica, porém precário em emoção.

São dois grandes filmes, sem duvidas, no qual tem o fundamental em si em demonstrar em suas maneiras o como a guerra destrói não só apenas a si mesmo, mas também a todos que estão ao seu lado. Dois filmes que valem a pena em conferir, mesmo sabendo que The Hurt Locker é extremamente valorizado e que é um filme menor dos que foram indicados.

Fichas Tecnicas

The Hurt Locker
Direção: Kathryn Bigelow
Elenco: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Christian Camargo, Evangeline Lilly, Guy Pearce, David Morse e Ralph Fiennes
Gênero: Drama/Ação
Cotação: 80%
Indicações ao Oscar – Melhor Filme, Melhor Diretora (Kathryn Bigelow), Melhor Ator (Jeremy Renner), Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Som, Melhor Efeitos Sonoros, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora

O Mensageiro (The Messenger)
Direção: Oren Moverman
Elenco: Ben Foster, Samantha Morton, Woody Harrelson, Jena Malone e Steve Buscemi
Gênero: Drama
Cotação: 85%
Indicações – Melhor Roteiro Original e Melhor Ator Coadjuvante (Woody Harrelson)

Cirque du Freak – O Assistente de Vampiro

18 de Fevereiro de 2010
Mais um filme de vampiro! Nossa, é copia de Crepúsculo! Hoje em diante será o pensamento de uma pessoa “leiga” (ou para alguns, fãs da saga Crepúsculo) em qualquer lançamento que envolve a temática vampiresca. Mesmo sabendo que alguns saíram um pouco antes ou pouco tempo depois, vai existir ou vão tentar criar um link para essa saga que a cada dia se torna fogo de palha.

Cirque Du Freak – O Assistente de Vampiro poderia se encaixar nessa pragmática de caminhar na saga do vampirinho brilhante, mas acredite, é um ledo engano. Já que é baseado nos livros do escritor Darren Shan que por coincidência tem o mesmo empresário do que a autora de Harry Potter e o personagem principal também têm o mesmo nome do escritor, assim deixando a narração bem mais curiosa.

O roteiro foi adaptado por Paul Weitz e Brian Helgeland constrói os personagens principais de uma maneira rápida, eficiente e sem muita dificuldade de compreender de quem é o mocinho e de quem é o vilão da história. Com isso surge o problema, que é a construção para continuações, com isso, o roteiro teve preguiça ou desnecessidade de desenvolver personagens secundários para o principal, adiantar que o filme vai ter continuação e que foi feito o primordial, a separação do joio do trigo.

O único que segura a peteca o tempo inteiro do filme é o experiente John C. Reilly que faz um personagem natural que tem sua pegada de comédia balanceado com a sinceridade, apesar de estar meio desconfortável no papel. Os dois protagonistas Chris Massoglia e Josh Hutcherson (esse guri tá comendo fermento, até um dia desse ele era um guri) ainda são inexpressivos, mas se comparar a outra saga vampiresca, eles são dignos de Oscar. Completam o elenco Willen Dafoe que aparece só para se divertir fazendo um personagem altamente caricato e Salma Hayek que faz a presença da experiência do filme, além de ser bem chamativa em suas cenas.

A direção de Paul Weitz não é tão incrível quanto se imagina já que na parte técnica, o filme deve um pouco no quesito efeito especial já que alguns ficaram devendo como o modo de corrida dos vampiros porém o trabalho de maquiagem consegue ser um ponto essencial para o filme. Outro ponto legal das boas cenas de lutas que acontecem no terceiro ato que mesmo que mínimas, funcionam de acordo com a proposta.

Cirque Du Freak – O Assistente de Vampiro tem defeitos porém tem seus acertos por ser uma alternativa pop para ver uma outra ótica sobre esse mundo, porém e infelizmente a saga de Crepúsculo ofuscou o filme e por ai vai. Vendo de uma maneira descompromissada se torna até um passatempo eficiente já que tem consigo uma duração aceitável, um roteiro acessível (apesar dos defeitos) personagens interresantes e um desfecho aceitável. Acredito que vale a pena esperar o que vai acontecer só para ver para onde vai parar.

Ficha Tecnica
Cirque du Freak – O Assistente de Vampiro (Cirque du Freak – The Vampire Assistant)
Diretor: Paul Weitz
Elenco: Chris Massoglia, Josh Hutcherson, John C. Reilly, Ken Watanabe, Jessica Carlson, Ray Steverson, Patrick Fugit, Micheal Cerveris, Orlando Jones, Jane Krakowski, Willen Dafoe e Salma Hayek.
Gênero: Fantasia/Aventura
Cotação: 65%

E sim, post 250 do Blog Cine JP … NICEEEEEEE
Abraços a todos!

Corrida Para O Oscar 2010 – O Segredo de Kells

11 de Fevereiro de 2010
O primeiro texto falando sobre alguns filmes que foram indicados ao Oscar desse ano que por profunda tristeza em ver grandes projetos ou grandes momentos serem literalmente esquecidos e ser testemunhas de filmes que não conseguiram sua indicação por merecimento, mas sim por nome de A ou B. O filme comentado a seguir até agora surge como o filme que tirou tal filme do Oscar e talvez por isso podemos até esquecer do que ele é. A animação O Segredo de Kells.

A animação infanto-juvenil que já tinha estreado em alguns festivais alternativos veio como uma surpresa bombástica para o Oscar desse ano na categoria de animação. Não chega ser cansativo ou repetitivo em dizer que 2009 foi um ano perfeito para o gênero. Porém acredito que grandes animações ficaram de fora de uma maneira que até mesmo o mais pé quente de premonições do que pode ser eleito ou não ficou surpreso. Apesar de continuar a acreditar que infelizmente a tendência de premiar nomes e não projetos avançou para essa categoria pelas indicações de Coraline que apesar de ser uma boa animação, a força está no seu criador e não na criatura e de A Princesa e o Sapo que só por que o filme é o retorno da Disney em 3D e a modificação de uma princesa diferente.

Porém O Segredo de Kells entra como um ladrão? Não. Essa animação irlandesa/francesa/búlgara resgata a mitologia da época da idade média sobre a idéia de um inocente sobre o mundo que há fora e também sobre a importância do livro e do seu papel na vida de todos. Também sua força técnica mistura beleza, simplicidade e pouca interferência do cinema digital, porém são interferências que ajudam ao tom da história ficar mais rico.

O Segredo de Kells é uma ótima animação e tem seus méritos, mesmo a ultima parte perder o ritmo. Uma animação curta porém tem seu efeito no espectador trazendo uma belíssima história sobre o homem e a natureza, apesar de Ponyo ter feito isso com mais impacto. Como não pode voltar atrás, esse é mais um filme indicado pela academia e refletindo bem, a maior vitória dele já está ai, em ter sido indicado em um ano praticamente feito. Pelo menos essa indicação, muitos terão oportunidade de ver uma história interessante e diferente. Uma animação para crianças e adultos. Recomendo.

Ficha Tecnica

O Segredo de Kells (The Secret of Kells)
Diretores: Tomm Moore e Nora Twomey
Gênero: Animação/Fantasia
Cotação: 80%
Indicações ao Oscar: Melhor Animação

Expectativas – o mau do cinéfilo (Incluindo Critica de Um Olhar do Paraíso)

5 de Fevereiro de 2010

Expectativa, palavra perigosa e que infelizmente muitos cinéfilos cruzaram em 2009. Curiosamente poderia falar de um filme que felizmente ou não de ter superado ou decepcionado suas esperanças. Não. O foco do texto é mostrar e ao mesmo tempo deflagrar o perigo que temos quando crescemos esse sentimento dentro de nossas mentes e que pode nos levar a caminhos por muitas vezes sem volta e conseqüentemente desastroso.

Acredito que para muitos projetos de cinema que aparecem no ano surgem idéias e projetos que podem, dependendo do estilo e gosto refinado do espectador, aumentar ou negar esse projeto. A cada passo ou a cada foto que surge sobre esse projeto começa a surgir dentro de si essa idéia de como será desenvolvido o filme. Em muitas listas ou em passeios em blogs, sites de relacionamentos, fóruns de cinema vejo uma ligeira ojeriza em reclamação de dizer que o ano passado foi fraco e que muitos projetos que eram considerados para eles de ponta, não passa de uma dolorosa decepção, até mesmo criam momentos de autonegação de dizer que tal projeto foi péssimo por orgulho de ser fã dos realizadores.

Falando isso, qual é o segredo supremo de não ser surpreendido? Qual é o remédio contra esse sentimento chamado expectativa? Nesse texto mostro algumas técnicas que desenvolvi de acordo com o tempo que se passa mesclado com o tempo de escrita (afinal, será o inicio do ano 5 do Cine JP) que por muitas vezes ajudou a minha pessoa a sofrer menos e hoje, compartilho em nesse texto como uma homenagem as pessoas que por muitas vezes conseguem ser surpreendidos por algo que não esperavam e aqueles que como a lendária tragédia grega de Ícaro que queria tocar no sol e sua aventura culminou sua ruína e a decepção em conseqüência.

O primeiro ponto fundamental é com certeza o trabalho psicológico de não criação de idéias do que pode ser desenvolvido de acordo com os envolvidos do projeto. Devemos colocar na cabeça que por muitas vezes que mesmo com o elenco impecável ou um diretor impecável não é e nem será uma garantia provável de sucesso. Podemos colocar em pauta projetos interessantes como As Duas Faces da Lei, filme que voltou a reunir dois monstros do cinema que é Robert De Niro e Al Pacino em uma trama policial. Muitos estavam crentes da garantia que seria um encontro implacável porém esqueceram de observar outros fatores como produtora que demonstra claramente desconfiança e descrédito desse blogueiro (Millienium Films, quem conhece, foge), um diretor fraco e elenco de apoio abaixo da mèdia, resultado, um filme policial fraco e por muitas vezes frustrante. Outro caso recente é com certeza Nine. Apesar do elenco maravilhoso e fotos incríveis lançados na internet, não garantiu o sucesso tanto de publico quanto bilheteria, apesar de alguns dizerem que é bom, que tal canção é incrível, não consegue esconder que o filme tem problemas e é o tópico do segundo ponto tem muito haver com a idéia desse filme e de outro que vai ser citado agora.

O segundo ponto fundamental é a destruição da figura do fã e se tornar um admirador.
Parece que quando somos fã de alguma coisa tornamos por muitas vezes cegos e arrogantes e que por acreditar (talvez sim ou não) na presença do nosso ídolo em um filme é a garantia de sucesso. Acredito que muitos que viram Nine pensaram que a presença de suas atrizes favoritas era uma garantia de um ótimo filme. Um ledo e poderoso engano. E até eu mesmo, autor desse articulo tive que perceber isso. O exemplo foi com uma atriz que admiro muito que é Cate Blanchett, no qual não consigo perdoar a péssima atuação dela na seqüência de Elizabeth e pior ainda é saber que ela foi indicada para o Oscar com esse filme.

Parece que a partir do momento que nos tornamos admiradores, parece que é muito mais fácil assimilar os acertos e erros de uma pessoa do que um fã. Por muitas vezes por essa postura de negação de que o seu objeto de admiração errou consegue cegar uma postura critica e poderosa e com isso, criar criticas tendenciosas com ausência de pontos negativos e assim citando poucos pontos e transformar isso em um endeusamento duvidoso ao projeto.

O terceiro ponto é algo muito legal e ao mesmo tempo curioso, que é o resgate ao fator surpresa. Por tantas vezes por acompanhar um filme passo a passo, parece que já sabemos o que vai acontecer na cena seguinte. E quando isso torna-se vida, pode ter reações diferentes como alegria, decepção, êxtase e tristeza. E aqueles que fizeram questão de não saber nada do filme e ter o mais importante na cabeça que é apenas um cartaz, ou um trailer ou até mesmo uma simples cena de comercial? Acreditem, sai melhor do que o esperado.

Os melhores filmes do ano passado como UP, Avatar e Distrito 9 tiveram uma coisa em comum para a minha pessoa e de como eles me atingiram que foi no mínimo interessante.
Não acompanhei a fundo de como foram feitos os filmes, o que quer dizer, assim como muitos que só faltavam enfartar com uma cena. No meu caso, evitava ver qualquer tipo de material ou simplesmente ignorava. Para se terem uma idéia da “gravidade” para Up, só me interessei ao filme uma semana antes quando vi a famosa e por que não clássica cena do GPS, além do fato de saber depois que quem dirige o filme é Pete Doctor, o mesmo que dirigiu até então em minha opinião o melhor filme da Pixar, Monstros S.A.
Parece que essa negação voluntaria ao filme deu certo, o filme além de o melhor filme da Pixar, ele toca em temas complexos de uma maneira sutil assim como Monstros S.A. e principalmente coloca idéias que jamais poderia ter sito tocada em uma animação e do porte que é a produtora, e principalmente de retornar a verdadeira concepção de animação de que muitas vezes técnica não garante tudo que se imagina e que ao contrario de muitos fãs da Pixar, esse pode ser o verdadeiro filme da Pixar que pode ganhar o Oscar de uma maneira incontestável e inquestionável.

Esse ponto do texto é um dos mais essenciais desse articulo por que é esse o ponta pé para um sucesso de um filme. Parece que sempre temos a obrigação de ter e de saber de tudo que esquecemos que coisas simples como o fator surpresa pode ser delicioso. De como podemos saber de nada do filme e escrever sobre isso, de como ele conseguiu chegar a você sem precisar ver imagens a todo o momento ou trailers de uma maneira obsessiva e somos agraciados pelo todo e não por uma imagem já que podemos ver imagens, mas também podemos sentir muitas vezes o vazio disso tudo ou o desastre que é realmente isso.

Esses pontos parece que se reúnem em um filme só, Um Olhar do Paraíso de Peter Jackson. O esquecimento dos envolvidos, a desmistificação da figura de fã para admirador e principalmente a tentativa de ter surpresas foram os combustíveis importantes para assistir o filme. Peter Jackson teve uma difícil tarefa de fazer um filme tão inesquecível quanto o seu ultimo projeto que foi a trilogia do Senhor dos Aneís, mas a cobrança exagerada de muitos atrapalhou sua visão para a adaptação literária da obra de Alice Sebold.

Claro que existe problemas como as atuações mecânicas de Rachel Weisz e Mark Wahlberg (esse mesmo se esforçando em algumas cenas chaves da trama) e principalmente na deslocada Susan Sarandon que mesmo com uma divertida atuação, parece que o contexto da personagem para a trama se tornou um alivio cômico desnecessário. Porém somos compensados com as duas belíssimas atuações de Saoirse Roman e Stanley Tucci e esse ultimo ter conseguido acima de tudo a indicação de Melhor Ator Coadjuvante, mesmo com uma atuação bem abaixo daqueles que foram indicados a esse ano. E Jackson cria bons momentos criando momentos belíssimos visualmente sobre esse “paraíso”.

Um Olhar do Paraíso não é um filme perfeito já que muitos esperavam uma obra prima incontestável mas ruim ele não é. Por muitas vezes precisamos de projetos assim para lembrar que expectativas podem levar todos nós a bons e maus caminhos, sendo que no cinema, o que se viu foi maus caminhos e que por muitas vezes o próprio espectador sentiu, porém assumir que foi vitima do desejo é difícil. Um bom filme e nada mais.

Agora é tudo uma questão de sabedoria. Saber como enfrentar, saber como esperar e principalmente saber como se divertir. O principal desse texto é colocar e postar idéias sobre esse sentimento, porém quem sou eu em dizer que isso é uma verdade absoluta ou algo do tipo? Assim digo a todos, a expectativa de uma pessoa funciona como um mar, queremos saber o que se encontra no outro lado da costa porém só sabemos quando vamos cruzar ela até o final. Um grande abraço e até mais!

Cotação de Um Olhar do Paraíso – 70%

O Fantástico Sr. Raposo

30 de Janeiro de 2010
Mais uma vez esse gênero consolidou o ano de 2009 de uma maneira tão inquestionável que até os mais xiitas tem que concordar que foi um ano de gênio. As animações deram o tom e o rumo da vez no cinema atual. Praticamente em uma lista de melhores do ano de cada cinéfilo aparece uma ou duas… Ou talvez 3 animações. A animação comentada a seguir com certeza entrou no topo de alguns e talvez um dos favoritos ao Oscar de Melhor Animação que é O Fantástico Senhor Raposo de Wes Anderson.

Baseado no conto de Roald Dahl, o mesmo escritor de A Fantastica Fabrica de Chocolate e roteirista de Com 007 Se Vive Duas Vezes e também é o primeiro livro que o diretor Wes Anderson ganhou quando era criança conta a história do Sr. Raposo (George Clooney, Amor Sem Escalas) que depois de escapar de uma armadilha junto com a sua esposa (Meryl Streep) promete a ela que nunca mais iria roubar algo. Depois de alguns anos e com um filho adolescente Ash (Jason Schwartzman) ele toma uma vida comum como jornalista. Sendo que cansado do cotidiano ele começa a voltar a roubar junto com Kylie (Wally Wolodarsky) os seus novos vizinhos, um trio de humanos malvados, porém eles percebem que o Sr. Raposo está furtando seus suplementos, eles começam a caçar implacavelmente esse ser fantástico.

Até agora não consigo definir que tipo de animação é essa já que ele mistura técnicas de Stop Motion com 2D e conta com um elenco de dubladores como George Clooney, Meryl Streep, Micheal Gambon e alguns colaboradores fieis do diretor Wes Anderson como Jason Schwartzman, Owen Wilson, Bill Murray e Willen Dafoe. Adaptado pelo próprio diretor o filme foca muito algo que ele conhece muito bem e os fãs dele também que é ver a unidade da família mas sempre de um modo diferente e inusitado e o legal é que o próprio conto ajuda de uma maneira natural e belíssima atrelado ao humor divertido e leve assim ajudando o encanto do filme chegar muito rápido ao espectador.

O elenco também é algo sem palavras. Parece que não conseguimos ver uma outra pessoa dando tom e alma para o Sr. Raposo como faz George Clooney. Divertido ao extremo, ele é um tipo de personagem que desde primeiro momento conquista o publico. Outro que também garante risadas é o Wally Wolodarsky que dá voz para o divertido Kylie, o comparsa do Sr. Raposo. Meryl Streep mesmo aparecendo pouco, dá aquele tom emotivo ao filme assim equilibrando e dando aquele toque especial.

O Fantástico Sr. Raposo é aquele tipo de filme que cria momentos divertidos sem cair no escracho. É um estudo bem humorado e bem sincero sobre a família principalmente ser diferente e único. E claro, finalizou o ano de 2009 como chave de ouro. Fãs da animação, fiquem feliz por que com certeza será um ano que será lembrado por muito tempo por não só apenas ter um ou dois, mas várias animações que conseguiram emocionar, vibrar e como nesse filme, morrer de rir com personagens unicamente feitos para gargalhar a todos nós, amantes da sétima arte.

Ficha Tecnica
O Fantástico Sr. Raposo (The Fantastic Mr. Fox)
Diretor: Wes Anderson
Com as vozes de: George Clooney, Meryl Streep, Jason Schartwzman, Eric Anderson, Wally Wolodarsky, Micheal Gambon, Willen Dafoe, Bill Murray e Owen Wilson.
Gênero: Comédia/Animação
Cotação – 85%

Onde Vivem Os Monstros

26 de Janeiro de 2010
Adaptar o impossível. Frase que está sendo cada vez mais comum nos dias de hoje, por incrível que pareça. Está cada vez mais comum perceber novos projetos que de inicio pareciam impossíveis de se tornar concretos e plausíveis. No ano passado fomos agraciados (ou pelo menos uma parcela interessante) com a adaptação da novela gráfica Watchmen. E agora, no inicio do ano, voltamos a ver esse desafio porém com algumas coisas que não ficou tão impactante ou especial para quem viu. O filme Onde Vivem Os Monstros de Spike Jonze.

O filme relata a vida de Max (Max Records), um garoto tem uma grande imaginação para compensar a ausência de alguns elementos em sua vida e um dia, após de morder a mãe (Catherine Keener, Genova), ele foge correndo de sua casa e vai parar em um mundo desconhecido e já começa a se interagir com os monstros que vivem por lá e se auto-proclama rei.

O livro que baseou o filme é um dos mais celebrados na cultura americana já que é todo ilustrado e só tem apenas 10 frases o livro inteiro. Mas o trabalho de Maurice Sendak deve ser respeitado por conseguir em uma estrutura simples ser uma referencia para a infância como um projeto que valoriza o papel da mãe atrelado com o contato com o desconhecido.

Mas ai vem um dos problemas mais evidentes do filme. O roteiro de Jonze junto com Dave Eggers transforma um livro inocente em um estudo profundo da problemática da juventude já que transforma de uma maneira extrema o personagem principal como um rapaz conseqüente da ausência da unidade da família e transforma o mundo selvagem como uma versão extrema e conseqüente dos desejos dele, assim como Coraline essa linguagem além de afastar o publico base, consegue ser mais falho para o publico adulto já que ele tem raros momentos que consegue envolver o espectador, mesmo com o esforço do protagonista Max Records que segura o filme de uma maneira belíssima apesar do próprio andar da história ser complicada.

Outro fato triste é a direção de Jonze. Mesmo criando alguns planos belíssimos como a cidade de miniatura (que por sinal é a melhor cena do filme) o resto se torna um exercício de paciência e boa vontade. E quando parece que o filme vai passar de marcha, volta ao ponto morto, uma lastima mesmo. Acredito que um verdadeiro ponto positivo do filme, além da atuação do garoto, é a trilha sonora de Karen O. junto com o compositor Carter Burwell e detalhe, a trilha da Karen conseguiu ser melhor do que o ultimo disco da banda dela, o Yeah Yeah Yeahs na qual sou admirador mas reconheço que o ultimo disco é difícil de digerir.

Onde Vivem Os Monstros é mais um daqueles filmes onde a idéia principal se perde não só apenas pelo roteiro, mas sim pelo um conjunto que ao invés de entregar um espetáculo sobre a infância, presenteia ao espectador um projeto cansativo, sem carisma e principalmente sem emoção. Acredito que o filme poderia ter sido um passaporte para a fantasia mas se tornou uma estrada sobre o quanto sofre a juventude atual. Poderia ter sido bem melhor.

Ficha Tecnica
Onde Vivem Os Monstros (Where The Wild Things Are)
Diretor: Spike Jonze
Elenco: Max Records, Catherine Keener e Mark Ruffalo. E com vozes de: James Gandolfini, Paul Dano, Forest Whitaker, Catherine O’Hara, Chris Cooper e Lauren Ambrose
Gênero: Drama/Fantasia
Cotação: 50%

Também aproveitando o post para agradecer a todos que escreveram suas opiniões sobre a lista de 2009. Aqui vem um muito obrigado sincero e que esse ano seja muito mais do que nós imaginamos.

2009 – Os melhores e os piores

14 de Janeiro de 2010

Melhores Filmes
- Up – Altas Aventuras
- Bastardos Inglóriosos
- Avatar
- Distrito 9
- O Lutador
- Valsa com Bashir
- Star Trek
- Simplesmente Feliz
- Mary e Max.
- Se Beber, Não Case

Atores e Atrizes
- Meryl Streep (Julie e Julia, Dúvida)
- Mickey Rourke (O Lutador)
- Sean Penn (Milk)
- Sally Hawkins (Simplesmente Feliz)
- Anne Hathaway (O Casamento da Rachel)
- Ricardo Darin (O Segredo dos Seus Olhos)
- Michelle Williams (Wendy e Lucy)
- Johnny Depp (Inimigos Públicos)
- Cate Blanchett (O Curioso Caso de Benjamin Button)
- Sharlto Copley (Distrito 9)

Diretores:
- Quentin Tarantino (I.B.)
- James Cameron (Avatar)
- Niell Blomkamp (Distrito 9)
- J.J. Abrams (Star Trek)
- Juan José Campanella (O Segredo dos Seus Olhos)

Melhores Filmes Desconhecidos
- Mary e Max
- O Segredo dos Seus Olhos
- Adventureland
- Fear(s) of The Dark
- Wendy e Lucy

Animação
- Up – Altas Aventuras
- Valsa com Bashir
- Mary e Max
- Tá Chovendo Hamburger
- Ponyo

Piores Filmes
- [REC]²
- Dragonball Evolution
- Colegiais em Apuros
- Arrasta-me Para o Inferno
- 2012
- A Verdade Nua e Crua
- Terror na Antártida
- Austrália
- A Montanha Enfeitiçada
- Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados

Melhores Cenas de 2009
- Intro (Watchmen)
- A vida de casado de Carl e Ellie (UP)
- A ultima sessão de cinema (Inimigos Públicos)
- O embate entre a Irmã Aloyisus e o Padre Flynn (Dúvida)
- Usando o avatar pela primeira vez (Avatar)
- As fotos (The Hangover)
- “Você é a minha melhor amiga” (Mary e Max)
- A transformação (Ponyo)
- A aula de flamenco (Simplesmente Feliz)
- O final apoteótico (Bastardos Inglóriosos)

Piores Cenas de 2009
- O filme inteiro ([REC]²)
- “Kamehameha” (Dragonball Evolution)
- A calcinha vibradora (A Verdade Nua e Crua)
- A dança (Gamer)
- A bigorna (Arrasta-me Para o Inferno)
- O deception traveco (?) (Transformers 2)
- Qualquer momento que envolva os gêmeos (Transformers 2)
- A seqüência final nas minas (Velozes e Furiosos 4)
- A fuga de Los Angeles em ruínas (2012)
- O cachorrinho (2012)

Decepções do Ano
- Coraline e O Mundo Secreto
- Quem Quer Ser Um Milionário?
- Monstros VS Alienígenas
- Aconteceu em Woodstock
- Arrasta-Me Para o Inferno

Surpresas do Ano
- Distrito 9
- Star Trek
- Se Beber, Não Case
- Operação Valquíria
- O Exterminador do Futuro 4 – A Salvação

Fatos Importantes de 2009
- A bilheteria monstruosa de Avatar
- O ressurgimento das “cinzas” de Sandra Bullock
- Se Beber, Não Case, a comédia mais bem sucedida do ano
- O domínio de A Era do Gelo 3 no Brasil
- A Saga Crepúsculo, o hype do ano

Até mais e desculpe a demora por lançar o top 2009 … Ótimo 2010 leitores!

Avatar de James Cameron

7 de Janeiro de 2010
ATENÇÃO – O texto contem Spoilers

2009 foi um ano para qualquer fã de ficção cientifica comemorar. Parece que muitos filmes desse ano vão ou provavelmente irão entrar nas listas futuras de filmes importantes que fizeram a cabeça de muitos cinéfilos, principalmente aqueles que se sentiram órfãos de um projeto que relembrasse o que é o gênero e a importância dele. E para finalizar esse ano, vem um dos filmes mais importantes e por que não, um dos mais esperados de muitos anos. O retorno de James Cameron na telona com o poderoso Avatar.

Muitos ficaram questionando o que seria Avatar? O que iria acontecer realmente nesse filme. Parece piada, mas evitei qualquer tipo de propaganda ou noticia realizada sobre o filme por um motivo muito simples: o resgate a surpresa. Um projeto dessa magnitude não foi feito para nós descobrir, mas sim de ser introduzido ao novo mundo e desta vez, entramos literalmente.

Conferi comentários do filme falando sobre o que pode se dizer, do modo raso que foi a história do filme ou de como ele foi contado. Em realidade o filme é um upgrade sobre a vinda do homem em terras novas com intuitos duvidosos, a diferença em outros filmes de ficção como Distrito 9, é que em Avatar é mais direto e palpável para nós, já que lembra muito o estilo de colonização brasileira onde praticamente o país era fonte de riqueza e tinha uma matéria prima que vale muito lá fora.

Também é interessante nessa mesma temática de Avatar a construção de choques de culturas, no qual mesmo a muitos anos em nossa frente, parece que a mentalidade do homem não cresce, mas sim se limita. O interessante da ficção cientifica se reside por ai, a criação de uma história fantástica para debater ou colocar em “pratica” o desconhecido para o homem, a fantasia para deflagrar o medo, porém ao mesmo tempo a ansiedade do conhecimento. Mesmo com tópicos extremamente conhecidos pelo cinéfilo e amante do gênero, Uma analise profunda, ou até mesmo um debate amplo conseguem deflagrar o vasto mundo de Avatar.

Outro ponto interessante e vale a pena ser comentado é que a partir que entramos no mundo de Pandora aos olhos de Jake Sully (Sam Worthington, esse cara tem futuro) vemos uma flora complexa e completa, coisa que é de se assustar já que parece que cada organismo desse planeta tem uma função especifica. Acredito que o tempo de criação do filme foi mais para criar realmente um outro mundo e convidar o publico novo para um novo mundo. Nessa parte encontramos o melhor filme técnico do ano, já que muitas cenas e os efeitos são de encher os olhos e trazer o que muitos acham perdido que é a mágica dos efeitos especiais.

Outro ponto belíssimo a ressaltar é a imponente trilha de James Horner que ressalta em sua trilha o significado de uma trilha épica. Em todos os momentos, ela interage com a cena e com o publico, principalmente nas seqüências mais emocionantes do filme. Concorrente forte a ganhar o Oscar de Melhor Trilha e rival forte de Micheal Giacchino com a belíssima trilha de UP.

James Cameron sabe muito bem criar o significado da megalomania, porém diferente de muitos que tentam ser megalomaníacos e entram no fracasso, Cameron faz a diferença criando algo que é ao mesmo tempo soberbo e simples e acessível. Não existe uma parte que podemos dizer que é chata ou parada, já que ele é como muitos que constroem passo a passo o que vai ser e quando pensamos que já estamos bem, ele consegue fazer algo surpreendentemente incrível que deixamos de ser críticos e passamos a ser parte viva desse mundo incrível e que a cada momento que chega ao final do filme, ficamos tristes por saber que iremos sair dele.

Avatar com certeza figura entre o seleto grupo dos melhores do ano, mas não só na minha lista, mas de muitos que voltaram a perceber que o cinema também tem um elemento que poucos sabem manusear que é de ser arrojado e não ter medo do que será a partir do ponto onde o espectador vê a primeira cena até o belíssimo corte final. Com certeza, 2009 vai ser inesquecível para muitos cinéfilos e pode passar mais uma década e iremos olhar para trás e dizer, em uma década de altos e baixos, 2009 conseguiu fazer os nossos corações baterem mais fortes com o frescor que é a sétima arte.

Ficha Tecnica
Avatar (James Cameron’s Avatar)
Diretor: James Cameron
Elenco: Sam Worthington, Stephen Lang, Zöe Saldanha, Michelle Rodriguez, Joel David Moore, Giovanni Ribisi, Wes Studi, CCH Pounder e Sigourney Weaver como Grace
Gênero: Ficção Cientifica/Drama/Ação/Fantasia
Cotação: 100%

O Ultimo Texto do Ano: O Estranho Mundo de Jack em 3D

29 de Dezembro de 2009

O ultimo texto do ano pode ser aquela famosa lista de fim de ano e tal. Mas planejei isso para meados de janeiro. O ultimo texto do ano poderia ser sobre alguns filmes conferidos como Superman II – A versão de Richard Donner e fazer um link com a versão estendida e completa de Watchmen sendo que isso só também em janeiro agora. Então o que será esse ultimo texto do ano? É bem simples é de falar um filme antigo, porém não qualquer filme e com certeza a experiência que tive nesse filme com certeza será um dos momentos mágicos que só o cinema pode propor.

Com a popularização, o clássico do cinema de animação e principalmente que marcou a infância de muitos cinéfilos conhecidos do meio ganhou uma nova versão com tecnologia 3D. O Estranho Mundo de Jack, dirigido por Henry Sellick e com a história de Tim Burton. O conceito desse desenho é simples. Em um mundo mágico onde habitam as principais figuras dos feriados populares, o líder do mundo do Halloween, Jack, está entediado por falta de novidades em seu dia e descobre sem querer o mundo encantado do natal e enfeitiçado tenta fazer o natal ao modo dele.

O interessante é que muitos ainda lembram com o carinho o poder desse filme. Acredito que muitos ainda sabem decorado de cor e salteado as canções do filme dubladas, as falas, a magia do VHS e outros mais. E a cada ano que se passa o desenho não perde força e ganha muito mais adeptos do que se imagina. E nos últimos anos, com a popularização do maquinário 3D no cinema, não seria muito difícil ter um relançamento do filme utilizando essa tecnologia.

Considero um dos melhores desenhos já feitos da história do cinema. Uma obra marcante que mesmo com sinais do tempo escancarados em meu rosto consegue emocionar como foi da primeira vez. Porém a versão 3D é algo assim, sem palavras. Cuidado com maior carinho pela Pixar, o efeito tridimensional apenas não só apenas deixou o desenho mais lindo, mas como também mais vivo, mais colorido. Por muitas vezes, o espectador volta a ser criança e volta se encantar com a magia. O espetáculo se torna grandioso, como se a cada dia, aparece coisas pequenas, porém singelas que mostram para nós, que ainda o cinema tem a capacidade de nos encantar mesmo com todos os problemas que apareceram nos dias de hoje como a falta de humanidade em alguns filmes e principalmente a tentativa de criar sentimentos e emoções transformando o espectador em um refém de sentimentos capengas e forçados.

Não vou mentir para vocês, já que essa foi uma das melhores sessões de cinema que já tive em minha vida. Por muitas vezes temos sorte de conferir novos clássicos ou cults do cinema atual no cinema. Porém nada consegue ser tão especial, tão revigorante, tão emocionante em rever um filme que representa a pureza da infância. Um filme que fez que os seus 80 minutos sejam o resgate de anos maravilhosos nos quais éramos testemunhas de desenhos mágicos e a alegria de conferir um cinema pipoca que fazia valer a pena. Só faltou ter aquela dublagem da fita porém isso não vai tirar que foi um prazer tão incrível em ver nos cinemas.

E que esse ano que entre seja assim, que nos relembre o quanto é maravilhoso ir ao cinema. Encontrar filmes que conseguem ter a capacidade de levar nós, espectadores insaciáveis pela sétima arte, ao mais profundo prazer em sentar em uma cadeira de cinema e ver o espetáculo em ação. Acredito que não vou escrever mais até o dia 31 (se acontecer é pra escrever Avatar que sairá provavelmente no dia 1 de Janeiro). O que deixo aqui é uma mensagem de esperança que por muitas vezes criamos bases para os nossos corações, nossas mentes e principalmente nossas almas para viver um mundo muito maior do que imaginamos. Acreditamos que por muitas vezes somos o Jack, que encantamos com as coisas novas porém o que importa é acreditar que somos capazes do impossível e fazer ele se tornar verdade. Feliz 2010 para todos os blogueiros e tentarei ser mais… Pontual… Abraços a todos!


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.